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O ANO NOVO E OS NOVOS ANOS

O ANO NOVO E OS NOVOS ANOS

Saudações,
Para Platão o Tempo não existia, visto que o Tempo fazia parte, como dizia do mundo do não ser, ou seja, do mundo das sensações, logo, irracional, conseqüentemente, ilusório.
Posteriormente Aristóteles disse que o Tempo estava intimamente ligado ao universo, daí a ligação do Tempo com as coisas da natureza e nascendo a idéia do tempo cíclico. As estações, dias e noites se sucedendo, etc.
Por isto Aristóteles dizia existir um círculo em todas as coisas que tem movimento natural. O círculo é a idéia de perfeição dos antigos gregos e não só os gregos, mas por aqui na América pré-colombiana os Maias, acreditavam na circularidade do Tempo e na repetição da história de tanto em tantos anos que eles chamavam de Lamati.
A cultura cristã se diferenciou ao incorporar a idéia de um Tempo linear pautada nas idéias pregadas no Zoroastrismo, da antiga Pérsia.

A partir de Newton o Tempo começou a ser aprisionado. Dito como absoluto por existir independente do espaço e da matéria e, uniforme, por transcorrer sempre da mesma forma, o Tempo foi matematicamente pensado.

Posteriormente, com Einstein, o Tempo começou a ser pensado como algo ligado ao movimento bem como ao espaço. E a Física em sua complexidade, foi dando cada vez mais ênfase ao estudo do Tempo.
E a parte tantas teorias, para nossas vidas, mais um ano esta partindo... e sempre a mesma história de esperanças renovadas, projetos novos, promessas de emagrecer ou parar de fumar, enfim... um ano se vai... um novo ano vem... ao sabor do calendário, outra forma criada pelo homem para tentar organizar o Tempo, aprisionando-o dentro de um conjunto de números. Algo tão improvável tanto que vários calendários existiram.
Desde os antigos egípcios com seu calendário baseado no movimento do sol e na divisão do ano baseado nos ciclos da lua, até o calendário Juliano, que teve a introdução do ano bissexto, adotado pelos romanos, e que foi adotado durante mais de 500 anos no ocidente, até ser estabelecido o calendário Gregoriano, que utilizamos hoje, o homem vem tentando organizar o Tempo para, dentro desta organização, organizar sua vida.
A única certeza é que embora existam os números, como dias, meses ou anos, o ciclo da natureza será sempre o parâmetro para se sentir e vivenciar o Tempo.
Que vivenciemos então, ao soar o aviso da meia-noite do dia 31 de dezembro, em nossos corações e mentes, todas as sensações que nos trazem o passar do Tempo.
As lembranças do que passou, o momento único que estaremos vivendo e a firmeza na fé e esperança do Tempo que virá, independente de se saber que o ano estará sendo rompido ao longo de 24 horas (ou próximo a isto) ao redor do mundo. Nosso romper do ano é nosso e se nele acreditarmos, de certo, um novo Tempo nascerá para nós.
Para registro, reflexão e desejos de um belo 2016.