NÓS E A TRANSITORIEDADE

Saudações,

Estive lendo um texto de Freud onde o mestre fala sobre um passeio em belo jardim que fez com um amigo e este lamentava que toda aquela beleza iria desaparecer no inverno como a beleza humana que se dissipa com o tempo.

Se refletirmos a respeito, veremos que podemos lançar outro olhar sobre a situação.

A beleza daquelas flores terminará com a chegada do inverno, mas voltará logo após com a vinda da primavera e quem sabe até mais bela. Assim como a beleza humana citada pelo amigo poeta de Freud, que está associada à juventude e esta é claro, deixa de existir com o tempo, mas no seu lugar um algo novo surge; a maturidade e toda sua beleza. Uma beleza nova substituindo outra, ambas com suas particularidades e com seu momento.

Tudo muda, se transforma, é finito.

Amigos partem, amigos vêm. Amores terminam, amores começam. Pessoas queridas morrem e boas lembranças nascem.

A transitoriedade das coisas nem sempre é um destino cruel, pois na vida, quase tudo que importa esta sempre se transformando, nos trazendo novas cores, novas formas, novas maneiras de se viver os momentos. E o que vivemos agora é o que temos de beleza no momento. E o momento é sempre belo nem que seja pelo simples fato de estarmos vivos para vivê-lo.

Não é mesmo?

Só para registro e reflexão.

Fecha o pano.